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A
comunidade surda ainda enfrenta muitas barreiras e há pouco tempo que os seus
direitos foram reconhecidos. A Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) só foi
reconhecida como a língua oficial dos surdos em 2002, ou seja, muito tarde, se
pensarmos que pessoas surdas existem desde muito tempo e que passaram todo este
tempo sem serem reconhecidos como surdos e com a necessidade de se adequarem à
sociedade “ideal” ouvinte.
Todos os anos, no dia 26 de setembro, é comemorado o Dia Nacional do Surdo, devido a inauguração do Instituto Nacional de Surdos Mudos do Rio de Janeiro em 1857, atualmente conhecido com INES (Instituto Nacional de Educação de Surdos). Internacionalmente esse dia é comemorado em 30 de setembro.
Todos os anos, no dia 26 de setembro, é comemorado o Dia Nacional do Surdo, devido a inauguração do Instituto Nacional de Surdos Mudos do Rio de Janeiro em 1857, atualmente conhecido com INES (Instituto Nacional de Educação de Surdos). Internacionalmente esse dia é comemorado em 30 de setembro.
Essas comemorações refletem a luta da comunidade surda, ao longo de vários
anos, pela garantia de seus direitos e liberdades e a conquista gradual do que
podemos ver hoje, como: a modificação da nomenclatura, surdo-mudo apenas para
surdo, já que é possível que o surdo fale, embora tal conceito permaneça na
sociedade por falta de conhecimento ou preconceito; a diferenciação entre
deficiente auditivo (apresenta grau parcial de surdez, apresentando uma
porcentagem audível) e surdo (indivíduo que não apresenta nenhum grau de
audição) e o estabelecimento da LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) como
língua verdadeira, constituída por regras fonológicas, morfológicas, semânticas
e pragmáticas.
As barreiras encontradas pelos surdos ainda são muitas, mesmo existindo diversas
leis que requeiram a igualdade deles em relação a todos os ouvintes e que
preveja que adaptações devem ser feitas para que esses indivíduos se integrem à
sociedade, principalmente, no âmbito educacional. E muitos órgãos, como o INES
e a FENEIS (Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos) têm sido
criados para atender as necessidades desses indivíduos, uma vez que a prática
tem sido bem diferente da teoria estabelecida pelo governo federal. O ato de
incluir socialmente esses cidadãos vai muito além do que o previsto no papel:
devem ser realizadas grandes transformações sociais e educacionais para que
eles sejam plenamente aceitos. E é com essas transformações que a comunidade
surda conseguirá atingir seus objetivos de terem atendidos os seus direitos
mais básicos como transporte, educação, lazer e serviços, como qualquer outro
cidadão.
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